BENEDCTUS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
PRIMAS ITALIÆ ET ARCHIEPISCOPUS PROVINCIÆ ROMANÆ METROPOLITANUM
DOMINUS STATUS VATICANÆ CIVITATIS
PATRIARCHA OCCIDENTIS
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
BULA PONTIFÍCIA
DECLARAÇÃO DE ANTIPAPIA
PELA QUAL DECLARAMOS A ANTIPAPIA DE BONIFACIO I
Aos diletos filhos em Comunhão com a verdadeira sucessão apostólica, e, a todos que esta letras lerem ou delas tomarem conhecimento, saúde, paz e bênção apostólica.
A verdade jamais pode permanecer obscurecida pelo erro, nem a unidade da Igreja ser sacrificada em favor da ambição humana. Com profunda dor, contemplamos as gravíssimas feridas infligidas ao Corpo eclesial por Bonifácio I, aquele que, afastando-se da reta doutrina, da comunhão e da disciplina, usurpou para si uma autoridade que jamais lhe pertenceu legitimamente. Sob o véu da aparência, semeou a divisão onde deveria haver unidade; fomentou rivalidades onde deveria florescer a caridade; perturbou a paz dos fiéis e conduziu muitos ao escândalo e ao perigo do cisma. Quem recebe o ministério petrino deve confirmar os irmãos na fé, jamais dispersar o rebanho que Cristo lhe confiou.
Por isso, em virtude da autoridade apostólica que legitimamente Nos foi confiada, DECLARAMOS e DECRETAMOS que o referido governante não deve ser reconhecido entre os Romanos Pontífices desta Santa Sé, mas seja doravante inscrito entre os antipapas, por haver exercido de forma ilegítima a pretensão ao supremo governo da Igreja.
Consequentemente, DECLARAMOS privados de autoridade pontifícia todos os atos que dependiam exclusivamente de sua alegada condição de Romano Pontífice e destituídos de força jurídica todos os documentos por ele promulgados sob a forma de Constituições Apostólicas, Bulas, Cartas Apostólicas, Motu Proprio, Decretos e quaisquer outros atos de governo emanados de sua pretensa autoridade, salvo aqueles que vierem a ser expressamente confirmados por esta Sé Apostólica em Ato de Gonverno pelo Dicastério para Doutrina da Fé.
Exortamos todos os fiéis, ministros e pastores a rejeitarem toda divisão, toda memória de discórdia e toda fidelidade a pretensões ilegítimas, permanecendo firmes na comunhão da legítima Sé Apostólica. Que ninguém se deixe seduzir por ambições pessoais ou por doutrinas que enfraqueçam a unidade da Igreja, pois somente na verdade, na obediência e na caridade resplandece a autêntica sucessão apostólica.Confiamos esta obra de restauração à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, rogando que obtenham de Deus a graça da reconciliação, da paz e da renovação espiritual, para que a Igreja, purificada das divisões, prossiga unida na proclamação do Evangelho e na glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dado e passado em Roma, na Basílica de Latrão, aos oito dias do mês de julho do Ano do Senhor de 2026, terceiro dia de nosso Pontificado.
Benedctus Pp. V
Pontifex et Papam
